Você fica só olhando, faz menção de tocar essas coisas que parecem flutuar em sua frente, mas vale à pena?
Você fica observando, vêm os sentimentos/pensamentos, mas até mesmo eles parecem que estão fora de si, você também só os olha...
Passa o amor, ele te toca. Você sorri... Mas ele só toca.. Ele não fica, ele sempre vai embora.. Pra algum lugar... Levando com ele o sorriso...
Passa o medo, ele te olha, você estremece... Ele sempre te faz isso, você pensa.
Passa a dor, ela vem de mãos dadas com a mentira, você as olha, elas fingem não te ver, fingem não serem importantes, fingem que não te machucam, você quer lutar contra, você pensa em tocá-las, esmagá-las, mas vale a pena?
Passa a raiva, você chora.. Ela sorri malévola... Você lembra de como é estar sob seu controle e chora mais, mas ela é rápida, quando ela consegue o impulso desejado ela rapidamente vai embora com medo de levar a culpa, ela sempre acaba deixando pra você o trabalho de juntar os cacos (Quando restam cacos!).
Passa a saudade, ela não te olha.. Saudade sempre foi esnobe, você não entende como insiste em olhá-la, mas há coisas que não são pra serem entendidas, essa, com certeza, é uma dessas coisas.
Passa o perdão, você sente que ele te olha, ele implora pra você olhar pra ele e você não consegue abrir os olhos, ele tem uma energia boa, mas você, simplesmente, não consegue encará-lo, por enquanto... Acho que foi por isso que ele casou com a esperança...
Finalmente passa a fé, ela te olha sorrindo ( A fé sempre é acolhedora) e parece que só ela, dentre todos, consegue te alcançar, ela entra e enraíza em você e você só consegue agradecer por ter esquecido de fechar as janelas d’alma.
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