quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

dois mil e catorze motivos pra viver

Eu evito pensar no ano que fui (sim, eu fui um ano). Eu evito pensar, mas penso.
Como tudo que morre, deixa algo. Nada morre e simplesmente evapora. Morre e deixa. Morre, deixa e leva. Ás vezes, morre, deixa, leva e mata. E não vou me lamentar, já passei dessa fase. Eu cresci, apesar de tudo. Balela. Talvez. Mas hoje sou um novo ano. Viva. Tudo que nele comporta é tudo que poderei ser. Infinito. Como um bebê eu engatinho, canso, paro e levanto. Felicidade. Não está fora, está dentro, por dentro. Fé. Eu tive que acreditar na colheita pra poder plantar. Luz. Eu tive que perder uns amores pra renascer. Luto. Eu tive que ser mil pra me descobrir uma. Alma.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

E sempre haverá uma hora pra pensar em você.

O que você se tornou pra mim hoje?
O que é você hoje?
Um caderno de palavras conflitantes?
Um assopro da dor?
Um suspiro de saudade?
Acho que não..
Talvez um borrão. 
Borrão de uma pintura que um dia foi bela, mas que hoje precisa de restauração
(ou que prefere permanecer assim, meio turva)
Porém, não existem outros pintores além de nós.
E além de termos perdido nossos pincéis, nunca mais nos (re)encontramos.
E queremos?

domingo, 21 de julho de 2013

In box

Sabe daqueles dias que você acorda com uma vontade imensa de fazer uma faxina geral?
Acordei assim hoje, saí limpando tudo, lavando tudo, jogando fora tanta coisa...
Achei uma caixa antiga toda empoeirada, minha rinite atacou só de olha-la. Tenso.
Criei coragem e quando eu abri a caixa, foram espirros para todos os lados. Era uma caixa tão antiga que eu nem sabia o que havia ali dento, tirei cartas de amores correspondidos e não correspondidos, tirei fotografias de amigos que hoje já não fazem sentido, tirei diários que escrevia quando eu tinha 13 anos, tirei muita lembrança de coisas boas e nem tão boas, achei a foto do meu primeiro Hamester, Pingo, achei uma foto quando eu era a melhor amiga da minha irmã, achei uma foto da minha mãe no auge da sua vida profissional, achei pedaços de flores e folhas secas, reencontrei uma amiga tão querida em uma carta escrita há quase 10 anos, achei o ultimo pass que usei em Goiânia, encontrei a minha caderneta do Colégio da Polícia Militar, achei um desenho de um cisne que uma colega me deu de presente de aniversário, encontrei Cd's arranhados, encontrei, também, a primeira caneta que usei até a carga acabar, achei pacote de doces(claro!), achei o jornal que dizia que eu tinha sido uma das aprovadas na Universidade Estadual e quando eu achava que não encontraria mais nada, algo se mexeu. 
Gritei e me afastei.
Mas sou muito mais curiosa do que medrosa. Coloquei a mão de novo e peguei o que tanto se mexia, pasmem, não era um bicho, tinha o formato de uma pedra meio oval e se mexia sem parar, pra dentro e pra fora, tic tac, tum tum..
Era o meu coração.
Chorei.
Como tinha vivido tanto sem ele?
A faxina, ás vezes, pode nos devolver coisas que já estávamos cansados(ou desistimos) de procurar.

domingo, 14 de julho de 2013

Afundo

Dentro de um olhar, o espanto
Dentro de uma proposta, a escolha
Dentro de uma companhia, a paz
Dentro de uma caixa, o coração
Dentro do coração, o cansaço
Dentro de um sorriso, o medo
Dentro de um toque, o adultério
Dentro de uma pergunta, a paciência
Dentro de mim, um universo.

Sou dessas

Gosto de ouvir os pássaros com olhos fechados, gosto de cheiro de grama molhada, gosto do cheiro que o mar tem, amo quando meus pés tocam areia da praia, amo cheiros, cheiro de boca, de pescoço e o cheiro de traz da orelha, adoro sorrisos e observar as pessoas, tenho quedas por músicas que ninguém conhece, e adoro chico buarque, tenho fascínio pela lua, todas as fases, ela lembra que todo mundo está em eterna mutação, tenho ataques de ansiedade na TPM que só são resolvidos com chocolate, tenho insônia quando estou ansiosa e adoro surpresas, não presentes, mas surpresas. 
Gosto do toque e de sentir, admiro as costureiras e tenho queda por decoração, sou ligada a energia, muito, muito e to apaixonada por astrologia. Tenho nojo de sapo e agonia com formigas, odeio temperos e verduras picadas, cato tudo e coloco no canto do prato. Amo vinho tinto e dançar, existe uma magia na dança que me eleva. Gosto de gente que abraça forte e que sorri fácil, não gosto que falem o que sou ou o preciso fazer, ahh odeio coisas felizes demais, não é que eu não idolatre a felicidade, mas que a vida não é sempre um mar de rosas e odeio clichês, embora seja um. 
Me faz mal saber que tem alguém que não gosta de mim, me faz mal revisitar todos os meus erros, mas me faz bem saber que posso fazer diferente. Sou de gritos, berros e dores sem fim que só eu entendo, mas sou do arrependimento também. Se pudesse, minha casa não tinha teto, dormir olhando as estrelas é um sonho, tenho outros sonhos também, como ter uma sapatilha de bailarina e aquelas caixinhas de músicas que quando você abre a bailarina começa a rodar, mas não é qualquer caixinha, tinha que ser uma caixinha de madeira com uma LUA crescente pintada na tampa , bem artesanal...Amo artesanato e coisas manuais!! Amo mascar chiclete enquanto leio um livro ou estudo, sou péssima para me concentrar em uma coisa, minha cabeça vive fervilhando e só consigo pensar falando.
Gosto de enfiar minhas mãos em recipientes com grãos (tão relaxante!!), adoro que passem os dedos nos meus cabelos e adoro mãos nos meu corpo, passeando. Gosto de andar sem destino e ler compulsivamente, me sentindo parte da família dos personagens, amo sonhar, embora muitas vezes eles me mostrem coisas que eu, talvez, não quisesse ver. Gosto de crianças e fico besta só de vê-las, como miojo com frango empanado e minha refeição preferida é o café da noite quando eu tomo vitamina com nescau. 
Gosto de falar, tenho agonia com lugares que tenho que ficar quieta, me dão vontade de dar gargalhadas e eu sou muito fácil pra gargalhar, tenho quedas por olhares e enjoo rápido de algumas coisas/pessoas, choro por tudo e odeio despedidas, gosto de falar besteiras e conversar sobre livros, sonhos, filmes e sentimentos. Sempre fui de lilás, mas hoje estou mais para o laranja/verde, gosto de gente sincera e sou sincera, embora já tenha mentido muito nessa vida. Tenho mania de olhar pessoas comendo e passar as mãos nos cabelos por minuto, tenho vergonha quando me elogiam e quando me olham EXATAMENTE na hora que estou olhando. Tenho medo do amor, e relacionamentos e isso é reflexo de uma EU antiga e sombria, sei ser sombria quando não estou em equilibrio, mas sei ser luz quando renasço. 
Gosto de andar de mãos dadas e gosto de viajar, gostaria poder sumir as vezes, pegar o carro e sair sem destino, falando nisso, queria muito saber dirigir. Odeio ver crianças pedindo dinheiro em ônibus e se pudesse ajudava todo mundo que eu visse pelas ruas. Batam em mim, mas NUNCA maltrate um animal, ver um animal morto mexe com minha alma de forma latente. Odeio gente que joga lixo na rua, cospe na rua e faz xixi em qualquer canto. Odeio homens que me olham de cima a baixo e odeio paqueras com frases prontas. Não gosto de caveiras e filme de terror, tenho dificuldade para perdoar, mas tenho uma facilidade enorme pra esquecer. Sou prolixa e adoro sentir o vento no rosto.

=)

sábado, 29 de junho de 2013

Hoje tenho 4 anos

Avalanche de memórias, de sorrisos e olhares e canções e ...
Paro no tempo.
Não.
Volto no tempo.
Reviro isso, isso que um dia foi meu, que um dia fui eu.

"Eu quis ver, você chegar e me trazer o sol, pois de quê vale o sol sem ter lugar? E o meu lugar é o sol que você traz"

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Caçadores de histórias

Quando você sai da casca existe um mundo que te procura, existem pessoas que sorriem pra você e de você, e sobre essas últimas você se sente injustiçado, mas quando você olha tudo que você deixou na casca você entende que ninguém é perfeito e que para eliminar certas dores é preciso, de verdade, abandona-las. Sim, é um sacrifício, é menos um pedaço seu no mundo, e é algo podre, mas que ainda ajuda a adubar a terra e a fortalece e a frutifica, e isso nos mostra que até as coisas ruins tem um lado, mesmo que minusculo, bom.
Então você continua seguindo, andando, olhando, até que você pára.
Na sua frente está todo um mundo novo, ansiando para que você o dê cores e amores. Mas porque é tão difícil entrar nele? Porque é tão surreal abandonar a casca? 

Porque você se questiona tanto? 
Segue
Vá se recriar.
E você sabe, você consegue.
Deixa as coisas ruins adubarem a terra e frutificarem coisas boas.
Cuida da sua essência, sorria para quem você sabe que é e não para o que pensam sobre você.
Se até hoje você se procura e se encontra, quem são eles pra te julgar, para acharem que te conhecem?
Não se preocupe, todos são julgados e todos tem as suas audiências particulares, todos seguem e todos evoluem.   

Tá, eu sei, na verdade, eu sinto, está tudo muito confuso mas eu sinto tudo o que me dissestes, eu sinto e prevejo. Sim, eu sei me recriar, afinal já renasci tantas vezes, eu sei seguir, eu sei evoluir... Só estou com medo. E esse mundo é tão branco e eu não sei pintar.

Já ouviu falar em pintura abstrata? É uma pintura que só precisa fazer sentindo pra você.

Eu tenho medo....

Vem cá, me dê a sua mão, vamos entrando e repita comigo: " Era uma vez..."