quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

dois mil e catorze motivos pra viver

Eu evito pensar no ano que fui (sim, eu fui um ano). Eu evito pensar, mas penso.
Como tudo que morre, deixa algo. Nada morre e simplesmente evapora. Morre e deixa. Morre, deixa e leva. Ás vezes, morre, deixa, leva e mata. E não vou me lamentar, já passei dessa fase. Eu cresci, apesar de tudo. Balela. Talvez. Mas hoje sou um novo ano. Viva. Tudo que nele comporta é tudo que poderei ser. Infinito. Como um bebê eu engatinho, canso, paro e levanto. Felicidade. Não está fora, está dentro, por dentro. Fé. Eu tive que acreditar na colheita pra poder plantar. Luz. Eu tive que perder uns amores pra renascer. Luto. Eu tive que ser mil pra me descobrir uma. Alma.

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